Pão e dignidade

Más novas traz o jornal, e não mente,
Numa fatal perda de esperança;
Sente-se o barco bater de frente,
Onda gigante que não dá bonança;

Quem pode vai roubando, mais que tudo,
E quem não: aqui del rei que há ladrões;
Mas poucos ouvem o grito agudo:
-Não há dinheiro, nem para os melões;

Bradam aos céus, tristes e desesperados,
Clamando por Justiça, Probidade,
Tais homens e mulheres tão cansados;

Quase, quase lembrando com Saudade,
Aqueles dias duros mas honrados,
Havia pouco pão, mas Dignidade!

Manuel Sadino

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