Dai-lhes um banho!

Soneto escrito e publicado próximo das eleições de 2005, na passagem dos 200 anos sobre a morte de Manuel Maria Barbosa Du Bocage, o grande vate setubalense, com as homenagens do autor:

A “res publica” geme em Fevereiro,
Do pleito eleitoral assaz insano,
Todos reclamam por não haver dinheiro,
E as contas se agravaram cada ano;

As ilusões são vendidas a pataco,
Perante incrédula, cansada gente,
Acabaram por deixar tudo num caco,
Pois quem mais abr’ a boca é quem mais mente;

Oh povo lusitano, tão celebrado,
Por poetas e trovadores d’antanho,
Meditai no destino inacabado;

Não fiqueis mais quedo, a dormir, estranho,
Como quem já se conforma com seu fado,
Levantai-vos, nas urnas dai-lhes um banho!

Manuel Sadino


Posfácio: este poema podia perfeitamente ser adaptado às presentes eleições de 2009, mas preferi deixá-lo na sua versão original.

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