O espiritual em Bocage

A verdade é que o nome de Bocage assume, para o vulgo, o anti-herói de um sempre renovado anedotário.
Extenso rol de factos jocosos, alguns deles lúdicos, quase todos sórdidos, todos eles falsos e falseados, que têm ornado a memória do autor quase sacrílego da “pavorosa ilusão da eternidade”. Manuel Maria Barbosa du Bocage que não foi toda a vida boémio, que foi, em contrapartida, o mais importante lírico que no seu tempo, no final do século XVIII, abriu espaço para o período romântico.
Ele foi, para o situarmos desde já, um pré-romântico, ou, conforme as palavras do Prof. Vitorino Nemésio, a quem muito iremos recorrer, um poeta com “vontade de Romantismo”, antecipando este numa “onda emocional de tristeza e horror de vida ansiosa e angustiada – como o definiu o professor – que não achando acolhida assimiladora no cerne da expressão poética, e, como que dela extravasando, se procure impor em cenários lúgubres, e na acumulação de palavras e elementos por si mesmo suscitadores de emoção”. Até do próprio Amor que na sua poesia nunca tomou o aspecto lúbrico que o povo reconta, falando quase sempre de aventuras que gostaria de transpor da ficção para a sua monotonia e que não é tema para tratar nesta conferência.

Ler o texto completo, de João Tomás Parreira, no “Arquivo”.

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