Rui Serodio, o maestro


Ao amigo Rui.

Rui Serodio, o maestro
Recebeu uma medalha
Pianista ambidextro
Improvisa sem igualha

A cidade reconhece
Tal artista e cidadão
Talento que não fenece
E muita dedicação

Fino sentido de humor
Simpatia a toda a prova
E aquelas mãozinhas d’ouro

Da Arte é cultivador
No bom gosto se renova
De Setúbal é tesouro!

Manuel Sadino
17/9/11

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Hoje é Dia da Cidade

Hoje é Dia da Cidade
De Bocage, o nascimento
Em sessão, solenidade
Alegria e sentimento

Honrados os reformados
Outros recebem medalha
Os melhores são lembrados
A cidade que trabalha

A memória fica bem
Honrar a quem o merece
Justiça e sabedoria

E o futuro, só o tem
Quem o passado enobrece
E vive a cidadania.

 

Manuel Sadino
15/9/11 (Dia de Bocage)

Sentar-me e poetar

Muito quer, por vários ditos
O meu amigo leal
Rotular-me os escritos
Como outros, afinal

Como se botar um nome
Em cima desse produto
Prevenisse toda a fome
Peste negra ou escorbuto

Preenchido tal vazio
E perfilhada a criança
Já podia descansar

E aceso esse pavio
Com toda a santa pujança
Sentar-me e poetar…

Manuel Sadino
22/8/11

A marcha do Alto do Pina

Ao Bairro do Alto do Pina,
vencedor das Marchas de Lisboa 2011.

O velhinho Alto do Pina
É um bairro popular
Ganhou o prémio est’ano
A cantar e a dançar

Lá na rua onde eu nasci
É demais a comoção
Nunca tal coisa se viu
Merece celebração!

Deixem-me lá, por meu lado
Fazer uma confissão:
Sou alfacinha de gema

Embora esteja afastado,
E, sadino por adopção,
Não deixo passar o tema.

Manuel Sadino
13/6/11

O carro do fim do mundo

Era um carro fabuloso
Muito lindo de se ver
Mas chegava a meter medo
A quem o queria ler

Falava do fim do mundo
E outras coisas que tais
De arrepiar a espinha
Ao mais comum dos mortais

Mas eis que a data chegou
Sem mais nada acontecer
A rotina prevaleceu

E o carro atascou
(no ridículo, é bom de ver…)
E foi um ar que lhe deu!

Manuel Sadino
9/6/11

Baile de máscaras

Louçã é o pregador,
Jerónimo, o bailador
e Portas, o jogador

depois vem o cata-vento
– Passos, que é um tormento –
e Sócrates, que lamento

sem falar naqueles outros,
o Coelho da Madeira
e esse dos animais
fora os bonecos de feira.

Em Belém está uma esfinge
na Assembleia um Lorenin
mas pensando bem melhor
fiquemos já por aqui
p´ra pior já basta assim.

Manuel Sadino (3/6/11)

Sócrates, o resistente

Ao PS, com carinho.

Depois de seis longos anos
A ser animal feroz
Eis que agora é perseguido
Da nascente até à foz

O José ainda luta
Com todo o seu querer
Acossado numa gruta
Contra tudo o que vier

Campeão do telelé
Lançado pela janela
Em momentos animados

Salta-lhe a crise ao café
– não há outra como ela –
E nós estamos desgraçados!

Manuel Sadino (2/6/11)